terça-feira, 27 de outubro de 2009

Eu hoje abri as cartas de tarô.
Trespassaram-me três espadas.
Girou o mundo numa roda.
Cantou Afrodite em sete taças.
Dançou um louco pedindo graças.
Restou apenas o coração - pobre Dioníso Yaco...
E seu filho Pan, o encapetado...
2 taças
e um pouco de vinho.
3 moedas
e um bolso vazio.
mas no fim, fiquei com um Fauno
sem vergonha e de vara envergada
de cascos fendidos e face safada.
Ai de mim - quase morro!
Mas que sátiro malvado!
Mandou Zéfiro me trazer
só cerveja e pão cevado!

1 comentários:

Nivaldo Vasconcelos disse...

Eu ontem fiz amor com palavras!
vestido de linho branco e alma perfumada.
também joguei as cartas,
na busca de apaziguar o desejo que estas me causaram, e branco foi o destino procurado. nem fauno, nem vara, nem cerveja, nem pão cevado.
mas fiquei com as palavras, presente insidioso, queimando em minha face, perturbando meu sono...